Ecologia

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quando se ouve falar em ecologia nos vem à mente florestas, animais, mas não a ideia exata do que é e pra que serve o estudo de ecologia. Essa ciência é bem mais complexa e mais importante do que todos imaginam é o estudo das interações que ocorrem no meio ambiente. Estuda as relações dos animais em seus habitats, o que comem, como sobrevivem, assim como nas cidades, como relacionamos com os organismos que estão presentes em nossos dias.
É a ciência em que as perguntas são bases para formular as hipóteses e a partir destas desenvolver pesquisas. Por exemplo: Por que a espécie X prefere se alimentar com a planta Y? E cada hipótese tem sua negação: A espécie X não prefere se alimentar pela planta Y, a espécie come plantas aleatórias, sem preferencias. Esta serve como controle para conduzir o experimento e provar se a hipótese é correta ou não. A partir deste procedimento todas as pesquisas são iniciadas.
Predação, parasitismo, comensalismo, mutualismo e competição são algumas das interações que alteram a disponibilidade de alimento e a fatores determinantes para formular e pesquisar as hipóteses, além de estudar a biodiversidade da área e o nicho ecológico (combinação dos recursos disponíveis no ambiente, condições que as espécies vivem e se reproduzem) dos animais e através de teias alimentares, organizar como as espécies se relacionam.
No entanto ecologia não é apenas o estudo de matas e animais selvagens, a dinâmica populacional também serve para estudar locais da cidade interações dos animais com as pessoas e impacto ambiental de construções, transmissão de doenças, como o vírus da dengue, como pode afetar um local onde uma empresa está construída, como a poluição está afetando a vida dos animais, portanto está presente em nosso dia-a-dia.
Por isso estudar ecologia é essencial para entender como ocorre o desenvolvimento das espécies, como se relacionam através de diversos mecanismos disponíveis que ajudam a estabelecer a função que cada ser vivo tem no meio ambiente, assim colaborar para o desenvolvimento de várias áreas.

Sistemas Políticos - O que são?

domingo, 13 de novembro de 2011

A análise dos Sistemas Políticos tem como objetivo permitir à Ciência Política uma maior efetividade na compreensão dos diversos fenômenos políticos. O termo Sistema Político apresenta-se como preferencial em lugar de outros como “governo”, “nação” ou “Estado”, uma vez que não está limitado por significados legais, institucionais ou sociais e tampouco está confinado a um determinado conjunto de instituições geralmente encontrado nas sociedades ocidentais modernas.
Então, o que é um “Sistema Político”? Como ele se estabelece e se diferencia das demais áreas da vida social e como se relaciona com as mesmas? Um Sistema Político está basicamente associado ao monopólio do uso da força física legítima dentro de uma sociedade – legítima a partir do momento em que se reconhece sua natureza como justificável. Somente as autoridades políticas detêm um direito, relativamente aceito, de em certas circunstâncias, fazer uso da força e exigir obediência com base nela.  Dentro de um sistema político estão incluídas as interações que podem afetar ou ameaçar o uso legítimo da força, dessa forma, insere-se no sistema político não só as organizações governamentais como os legislativos, órgãos de administração e instâncias judiciais, mas também todas as estruturas, grupos familiares e sociais em seus aspectos políticos. De forma alguma o sistema político resume-se à força, à violência ou à obediência compulsória, no entanto, sua relação com a força é seu caráter distintivo. O político preocupa-se com metas como, por exemplo, o bem-estar social, a segurança nacional, o crescimento econômico que se relacionam a ações compulsórias (quando necessário exigir obediência) como impostos, elaboração de leis e políticas de defesa.

Monopólio?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


O que vem na sua cabeça quando ouve a palavra “monopólio”? Provavelmente uma profusão de “coisas ruins”. Preços abusivos, falta de respeito com o consumidor, desleixo por parte dos empresários, controle de matérias-primas, etc. Sim, o monopólio puro não é algo a ser comemorado em um mercado, porém não só de características negativas vive o mercado monopolista, pelo contrário, há certas situações em que essa concorrência imperfeita se faz necessária e pode sim, ser benéfica.
Para esclarecer, primeiro temos de ter em mente o devido significado do que é, e o que representa o monopólio. As bases dessa condição de mercado são o controle de matérias-primas, o controle de patentes, franquias governamentais e também o monopólio obtido naturalmente. Todos esses termos são importantes para se entender como uma única empresa está dominando o mercado, de que forma e como ela permanece sustentando essa condição. O controle de matérias-primas se baseia na proteção de mercado por parte das firmas controladoras. Com o poder sobre a matéria-prima como também outros recursos-chave para a produção, e consequentemente à entrada no mercado, as empresas estabelecidas fazem um bloqueio às potenciais concorrentes. Franquia governamental é outra base presente, ela ocorre quando o governo faz concessões, geralmente com a exploração de recursos naturais, serviços públicos ou comércio. Mediante algumas condições e o pagamento de certas taxas e impostos, o governo concede (como o próprio nome indica) às empresas privadas o controle sobre certas áreas. Analisando friamente, e não entrando em questões como a corrupção, por exemplo, esse é um exemplo de base benéfica, pois levando em consideração a escolha das melhores ofertas pelo estado, isso acarretaria em preços mais justos para o consumidor final. Outro exemplo de base favorável para a economia como um todo, é o controle de patentes. Favorável, pois, apesar de garantir ao detentor o controle do mercado, esse controle se faz presente somente durante um determinado período de tempo. Além disso, a busca constante pelo controle de patentes e consequentemente o controle do mercado, faz com que cada vez mais empresas busquem inovações que façam com que elas atinjam esse objetivo, e inovações são fundamentais para o bom andamento da economia. Quanto ao monopólio obtido naturalmente, pode se dizer que é um monopólio inevitável, dado os elevados investimentos necessários. Com a presença de bens exclusivos e com uma baixa rivalidade, esses mercados são caracterizados por grandes prazos de retorno e geralmente são regulamentados pelo governo, funcionando assim, melhor protegidos.
Há de se constatar também, que o monopólio propriamente dito, o monopólio puro e perfeito, não existe (assim como também não existe um mercado competitivo perfeito, mas isso é assunto para um próximo post), o que ocorre na economia é algo que se aproxima do monopólio, o oligopólio, que numa visão mais simplista, pode ser considerado como o controle, a concentração do mercado, nas mãos de um pequeno número de firmas.
Impressões falsas sobre o monopolista são sempre afirmadas como verdades absolutas. O controle total do mercado não garante lucro ao produtor, nem sempre o aumento de preço gera benefícios ao monopolista e nem sempre se trabalha nesse tipo de mercado com uma planta de tamanho ótimo em uma escala ótima. De um modo geral, há de se pensar no monopólio como uma situação que deve ser estudada, tanto na sua forma básica quanto nas suas várias ramificações, a fim de maximizar e potencializar suas positividades, de forma que seja um favorecimento à economia, ao mercado de um modo geral.