Monopólio?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


O que vem na sua cabeça quando ouve a palavra “monopólio”? Provavelmente uma profusão de “coisas ruins”. Preços abusivos, falta de respeito com o consumidor, desleixo por parte dos empresários, controle de matérias-primas, etc. Sim, o monopólio puro não é algo a ser comemorado em um mercado, porém não só de características negativas vive o mercado monopolista, pelo contrário, há certas situações em que essa concorrência imperfeita se faz necessária e pode sim, ser benéfica.
Para esclarecer, primeiro temos de ter em mente o devido significado do que é, e o que representa o monopólio. As bases dessa condição de mercado são o controle de matérias-primas, o controle de patentes, franquias governamentais e também o monopólio obtido naturalmente. Todos esses termos são importantes para se entender como uma única empresa está dominando o mercado, de que forma e como ela permanece sustentando essa condição. O controle de matérias-primas se baseia na proteção de mercado por parte das firmas controladoras. Com o poder sobre a matéria-prima como também outros recursos-chave para a produção, e consequentemente à entrada no mercado, as empresas estabelecidas fazem um bloqueio às potenciais concorrentes. Franquia governamental é outra base presente, ela ocorre quando o governo faz concessões, geralmente com a exploração de recursos naturais, serviços públicos ou comércio. Mediante algumas condições e o pagamento de certas taxas e impostos, o governo concede (como o próprio nome indica) às empresas privadas o controle sobre certas áreas. Analisando friamente, e não entrando em questões como a corrupção, por exemplo, esse é um exemplo de base benéfica, pois levando em consideração a escolha das melhores ofertas pelo estado, isso acarretaria em preços mais justos para o consumidor final. Outro exemplo de base favorável para a economia como um todo, é o controle de patentes. Favorável, pois, apesar de garantir ao detentor o controle do mercado, esse controle se faz presente somente durante um determinado período de tempo. Além disso, a busca constante pelo controle de patentes e consequentemente o controle do mercado, faz com que cada vez mais empresas busquem inovações que façam com que elas atinjam esse objetivo, e inovações são fundamentais para o bom andamento da economia. Quanto ao monopólio obtido naturalmente, pode se dizer que é um monopólio inevitável, dado os elevados investimentos necessários. Com a presença de bens exclusivos e com uma baixa rivalidade, esses mercados são caracterizados por grandes prazos de retorno e geralmente são regulamentados pelo governo, funcionando assim, melhor protegidos.
Há de se constatar também, que o monopólio propriamente dito, o monopólio puro e perfeito, não existe (assim como também não existe um mercado competitivo perfeito, mas isso é assunto para um próximo post), o que ocorre na economia é algo que se aproxima do monopólio, o oligopólio, que numa visão mais simplista, pode ser considerado como o controle, a concentração do mercado, nas mãos de um pequeno número de firmas.
Impressões falsas sobre o monopolista são sempre afirmadas como verdades absolutas. O controle total do mercado não garante lucro ao produtor, nem sempre o aumento de preço gera benefícios ao monopolista e nem sempre se trabalha nesse tipo de mercado com uma planta de tamanho ótimo em uma escala ótima. De um modo geral, há de se pensar no monopólio como uma situação que deve ser estudada, tanto na sua forma básica quanto nas suas várias ramificações, a fim de maximizar e potencializar suas positividades, de forma que seja um favorecimento à economia, ao mercado de um modo geral.

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