Quando se ouve falar em ecologia nos vem à mente florestas, animais, mas não a ideia exata do que é e pra que serve o estudo de ecologia. Essa ciência é bem mais complexa e mais importante do que todos imaginam é o estudo das interações que ocorrem no meio ambiente. Estuda as relações dos animais em seus habitats, o que comem, como sobrevivem, assim como nas cidades, como relacionamos com os organismos que estão presentes em nossos dias.
É a ciência em que as perguntas são bases para formular as hipóteses e a partir destas desenvolver pesquisas. Por exemplo: Por que a espécie X prefere se alimentar com a planta Y? E cada hipótese tem sua negação: A espécie X não prefere se alimentar pela planta Y, a espécie come plantas aleatórias, sem preferencias. Esta serve como controle para conduzir o experimento e provar se a hipótese é correta ou não. A partir deste procedimento todas as pesquisas são iniciadas.
Predação, parasitismo, comensalismo, mutualismo e competição são algumas das interações que alteram a disponibilidade de alimento e a fatores determinantes para formular e pesquisar as hipóteses, além de estudar a biodiversidade da área e o nicho ecológico (combinação dos recursos disponíveis no ambiente, condições que as espécies vivem e se reproduzem) dos animais e através de teias alimentares, organizar como as espécies se relacionam.
No entanto ecologia não é apenas o estudo de matas e animais selvagens, a dinâmica populacional também serve para estudar locais da cidade interações dos animais com as pessoas e impacto ambiental de construções, transmissão de doenças, como o vírus da dengue, como pode afetar um local onde uma empresa está construída, como a poluição está afetando a vida dos animais, portanto está presente em nosso dia-a-dia.
Por isso estudar ecologia é essencial para entender como ocorre o desenvolvimento das espécies, como se relacionam através de diversos mecanismos disponíveis que ajudam a estabelecer a função que cada ser vivo tem no meio ambiente, assim colaborar para o desenvolvimento de várias áreas.
A análise dos
Sistemas Políticos tem como objetivo permitir à Ciência Política uma maior
efetividade na compreensão dos diversos fenômenos políticos. O termo Sistema
Político apresenta-se como preferencial em lugar de outros como “governo”,
“nação” ou “Estado”, uma vez que não está limitado por significados legais,
institucionais ou sociais e tampouco está confinado a um determinado conjunto
de instituições geralmente encontrado nas sociedades ocidentais modernas.
Então, o que é
um “Sistema Político”? Como ele se estabelece e se diferencia das demais áreas
da vida social e como se relaciona com as mesmas? Um Sistema Político está
basicamente associado ao monopólio do uso da força física legítima dentro de
uma sociedade – legítima a partir do momento em que se reconhece sua natureza
como justificável. Somente as autoridades políticas detêm um direito,
relativamente aceito, de em certas circunstâncias, fazer uso da força e exigir
obediência com base nela. Dentro de um
sistema político estão incluídas as interações que podem afetar ou ameaçar o
uso legítimo da força, dessa forma, insere-se no sistema político não só as
organizações governamentais como os legislativos, órgãos de administração e
instâncias judiciais, mas também todas as estruturas, grupos familiares e
sociais em seus aspectos políticos. De forma alguma o sistema político
resume-se à força, à violência ou à obediência compulsória, no entanto, sua
relação com a força é seu caráter distintivo. O político preocupa-se com metas
como, por exemplo, o bem-estar social, a segurança nacional, o crescimento
econômico que se relacionam a ações compulsórias (quando necessário exigir
obediência) como impostos, elaboração de leis e políticas de defesa.
O que vem na sua cabeça quando ouve a palavra
“monopólio”? Provavelmente uma profusão de “coisas ruins”. Preços abusivos,
falta de respeito com o consumidor, desleixo por parte dos empresários,
controle de matérias-primas, etc. Sim, o monopólio puro não é algo a ser
comemorado em um mercado, porém não só de características negativas vive o
mercado monopolista, pelo contrário, há certas situações em que essa
concorrência imperfeita se faz necessária e pode sim, ser benéfica.
Para esclarecer, primeiro temos de ter em mente o
devido significado do que é, e o que representa o monopólio. As bases dessa
condição de mercado são o controle de matérias-primas, o controle de patentes,
franquias governamentais e também o monopólio obtido naturalmente. Todos esses
termos são importantes para se entender como uma única empresa está dominando o
mercado, de que forma e como ela permanece sustentando essa condição. O
controle de matérias-primas se baseia na proteção de mercado por parte das firmas
controladoras. Com o poder sobre a matéria-prima como também outros
recursos-chave para a produção, e consequentemente à entrada no mercado, as
empresas estabelecidas fazem um bloqueio às potenciais concorrentes. Franquia
governamental é outra base presente, ela ocorre quando o governo faz
concessões, geralmente com a exploração de recursos naturais, serviços públicos
ou comércio. Mediante algumas condições e o pagamento de certas taxas e
impostos, o governo concede (como o próprio nome indica) às empresas privadas o
controle sobre certas áreas. Analisando friamente, e não entrando em questões
como a corrupção, por exemplo, esse é um exemplo de base benéfica, pois levando
em consideração a escolha das melhores ofertas pelo estado, isso acarretaria em
preços mais justos para o consumidor final. Outro exemplo de base favorável
para a economia como um todo, é o controle de patentes. Favorável, pois, apesar
de garantir ao detentor o controle do mercado, esse controle se faz presente
somente durante um determinado período de tempo. Além disso, a busca constante
pelo controle de patentes e consequentemente o controle do mercado, faz com que
cada vez mais empresas busquem inovações que façam com que elas atinjam esse
objetivo, e inovações são fundamentais para o bom andamento da economia. Quanto
ao monopólio obtido naturalmente, pode se dizer que é um monopólio inevitável,
dado os elevados investimentos necessários. Com a presença de bens exclusivos e
com uma baixa rivalidade, esses mercados são caracterizados por grandes prazos
de retorno e geralmente são regulamentados pelo governo, funcionando assim,
melhor protegidos.
Há de se constatar também, que o monopólio
propriamente dito, o monopólio puro e perfeito, não existe (assim como também
não existe um mercado competitivo perfeito, mas isso é assunto para um próximo
post), o que ocorre na economia é algo que se aproxima do monopólio, o
oligopólio, que numa visão mais simplista, pode ser considerado como o
controle, a concentração do mercado, nas mãos de um pequeno número de firmas.
Impressões falsas sobre o monopolista são sempre
afirmadas como verdades absolutas. O controle total do mercado não garante
lucro ao produtor, nem sempre o aumento de preço gera benefícios ao monopolista
e nem sempre se trabalha nesse tipo de mercado com uma planta de tamanho ótimo
em uma escala ótima. De um modo geral, há de se pensar no monopólio como uma
situação que deve ser estudada, tanto na sua forma básica quanto nas suas
várias ramificações, a fim de maximizar e potencializar suas positividades, de
forma que seja um favorecimento à economia, ao mercado de um modo geral.
Para esta postagem, usarei como referência o livro A teoria da
democracia revisitada, do cientista político italiano Giovanni Sartori.
A análise de um conceito como a democracia é uma
tarefa razoavelmente complicada. O termo é capaz de trazer um sem-fim de
interpretações, muitas delas conflitantes entre si. Apesar de possuir
opositores por certo tempo, a democracia passou a ser um título honorífico para
as instituições sociais e políticas. No cenário com que nos deparamos, nenhum
defensor de qualquer regime deseja que este seja considerado antidemocrático. A
fluidez do conceito é estimulada, uma vez que uma definição permitiria
diferenciar mais facilmente o que é e
o que não é democrático. A
resistência apresentada para uma formulação unânime do que afinal é a
democracia acaba por contribuir para a fragilização da mesma. Ora, se a
democracia é algo tão indefinido, pode ela ser qualquer coisa? Afinal, o que
vem a ser a democracia?
A raiz da questão reside no seguinte problema: a
democracia tanto é um ideal (ou melhor, vários ideais, que por vezes são
incongruentes entre si) como uma forma de governo. Ao mesmo tempo em que a
palavra descreve uma realidade empírica – os governos democráticos – ela
prescreve como o regime ideal deve ser. Tomando a palavra de
forma literal, temos o significado “poder do povo”. A palavra demokratía,
cunhada pelos gregos na antiguidade, se referia a um conceito político.
Tratava-se, obviamente, de uma democracia política. No entanto, hoje
temos uma ideia expandida de democracia, que engloba os âmbitos do econômico e
do social. Longe de serem negativos, no entanto, esses sentidos são em grande
parte responsáveis pela situação de democracia confusa.
A ciência, como diria qualquer livro de escola, está presente em diversos lugares. Faça uma viagem por uma estrada e perceba o quase sem-fim de elementos com os quais entramos em contato: a vegetação (ou falta dela em alguns casos) aparentemente estática, mas carregando em si todo o dinamismo e sendo um dos principais reguladores do sistema ecológico; observe os carros, passando provavelmente em alta velocidade, à medida que o combustível em seus tanques é queimado para mover o veículo; observe as casas, as cidades, onde a vida humana se desenvolve em toda sua complexidade particular, lembrando que nem sempre elas estiveram lá, e nem sempre estarão ou irão se comportar da mesma forma; olhe para o céu, onde ao invés de um firmamento encerrando o planeta, há na realidade uma película formada por gases e que basicamente nos protege de elementos vindos do espaço, olhe para o sol, que apesar de tão grandioso para nós, é mais uma estrela entre milhares, e na essência, é formado pelo mesmo tipo de partículas que compõem seu corpo, apenas arranjadas de forma diferente, e um dia, em tempos que a mente humana tem dificuldade – mas não impossibilidade – de mensurar, estiveram juntas, num espaço infinitamente pequeno, quente e denso. Esse é o mundo para a ciência. Um mundo em que cada coisa detém sua particularidade, nenhuma é necessariamente superior a outra.
Aprendemos desde crianças que o que diferencia o ser humano dos outros animais é ser um ser racional, um ser que cria. Relativismos à parte, já que definir se os outros animais são ou não são racionais é uma tarefa complexa, o fato é que nós somos racionais, sim, ainda que alguns insistam em reduzir a riqueza do potencial humano a meras reações químicas, instintivas ou neurológicas. O problema é que a racionalidade e o potencial humano por vezes, principalmente como observado nos dois séculos antecedentes ao nosso, pode se tornar arrogante. Pode achar que a objetividade e a racionalidade pura darão conta de tudo. E não é assim. A riqueza do ser humano está tanto na sua racionalidade quanto no que lhe é subjetivo, suas emoções, suas opiniões. A razão sem a emoção, o conhecimento sem o amor pelo conhecimento, pela arte e pela vida tal como ela é, é vazio. A arrogância da ciência moderna constrangeu o próprio desenvolvimento da mesma. Ao afirmar poder responder tudo e solucionar todos os problemas, a ciência criou expectativas às quais não poderia responder de imediato (ou que sequer pudesse ou devesse responder).
A questão está em entender que a ciência não está aí para dar respostas definitivas. O conhecimento científico é algo que se desenvolve a cada dia, e não pode sujeitar-se à ânsia desesperada das pessoas por respostas confortantes. O processo de produção de conhecimento científico não é um processo rápido, nem deve se firmar na velocidade como sua principal virtude. Claro, se for possível fazer as coisas de uma forma ágil, que assim seja, mas o conhecimento científico é basicamente fundamentado na formulação de questões, em seguida, na busca de respostas – aí é que está a armadilha. As respostas encontradas pelos cientistas não são verdades últimas. São argumentos, teorias, observações que buscam uma explicação plausível, baseada em argumentos sólidos, mas que de forma alguma são incontestáveis, mas se for para serem contestados, que o sejam de uma forma eficaz e com argumentos que, não só sejam sólidos, mas também demonstrem a fragilidade do argumento anterior. Exemplo: você pode não concordar que a Terra tenha um núcleo de ferro que gira em alta velocidade propiciando não só o movimento de rotação como a existência do campo eletromagnético que nos protege das descargas de massa solar e da radiação espacial. Sem problemas, você pode acreditar que a Terra tenha um núcleo feito de paçoca, por que não? Mas esteja preparado, porque a resposta da ciência é simples: “Demonstre”. Se você tiver um argumento consistente, baseado em um corpo teórico coerente e em fenômenos observáveis, uma hora ou outra sua proposta será posta em questão. Pode ser considerada a piada do momento, mas e daí? Quantas idéias hoje comprovadas não foram consideradas inconsistentes em um primeiro momento?
Aí está outro motivo que torna a ciência tão rica. Ela é dinâmica. A ciência não tem medo de questionar a si mesma. Claro, uma relutância aqui, outra ali. Mas quem pode atirar pedras? Quem gosta de admitir que comete erros? Dar-se ao trabalho de admitir que erra já é um grande passo.
Então, voltamos à questão da queda de popularidade da ciência. Isso se deve a uma infinidade de motivos, tentarei abordar alguns que eu acredito serem os principais, em minha opinião, de uma forma um pouco superficial. Como eu já disse, houve a questão da arrogância da própria ciência. A ciência moderna em certos momentos se propôs (e certas vezes, ainda hoje) a resolver todos os problemas da humanidade. A ciência não é milagreira, por mais que a mídia adore falar em “milagres da ciência”. A ciência se propõe a compreender processos a partir do que tem a seu alcance, e certas coisas simplesmente não podem ser resolvidas, nem tampouco devem, pois não consistem em problemas reais. Exemplo: a questão dos desastres naturais como o terremoto que atingiu o Japão em março deste ano e rapidamente gerou comoção internacional e atiçou os “Profetas do Apocalipse” por todo o mundo. É lamentável a perda de vidas, mas o fato é que enquanto a Terra for um planeta geologicamente ativo, haverá vida. Se o cenário com desastres é um cenário em que mortes trágicas ocorrem, um cenário sem eles é o da total ausência de vida. É graças ao que chamam de “desastres” (eu particularmente prefiro chamar de “fenômenos”) naturais que a vida na Terra surgiu, se desenvolveu à imensa diversidade de hoje e se mantém.
Passo então para a problemática da mídia. Jornais, revistas e programas de TV precisam atrair as pessoas para si. E a forma mais fácil é como anunciadora de tragédias. É comum a mídia chamar cientistas para tornar seu discurso convincente. Seja em caso de tragédias, seja para falar de uma descoberta em qualquer área, seja para analisar o cenário político. A mídia exige respostas imediatas para coisas as quais a ciência não pode responder com propriedade, pois seu método é o de entender os processos, e não os dados em si. Previsões e análises precipitadas sempre estarão em séria desvantagem perante a uma compreensão de como todos os elementos observáveis interagem.
Por fim, chegamos à limitação do sistema educacional. As nossas escolas não contribuem para incentivar o debate científico, o tipo de coisa que eu acredito ser da maior crueldade com a mente de um jovem. É no debate, no confronto de idéias, na batalha de argumentos que o conhecimento se mostra em sua forma mais fascinante, quase que como uma entidade viva em si. Mas o que ocorre é que temos um ensino mecânico, onde o conhecimento não passa de um compêndio de informações (muitas vezes incompletas ou até mesmo errôneas e ultrapassadas) a serem utilizadas de forma arbitrária em provas e testes. A produção de conhecimento ainda resiste confinada nas Universidades onde, ainda que com certas limitações, muita coisa é produzida e de qualidade. O problema é que esse conhecimento raramente ultrapassa as barreiras do Ensino Superior, e muitas vezes, ainda que levado a público, comumente é distorcido por parte da já falada mídia imediatista.
Não quero aqui dizer que as pessoas são incapazes ou que a razão e a ciência devem ser as prioridades na vida das pessoas. Acredito em primeiro lugar que todas as pessoas têm a mesma capacidade. Não creio em gênios. Gênios seriam criaturas mágicas capazes de criar coisas do nada. Nenhum cientista cria do nada. Toda idéia se fundamenta em outra, nem que seja para discordar da mesma. Sim, tanto você quanto um Ph.D possuem o mesmo potencial, se este será desenvolvido ou não, é outra questão.
A razão não deve ser necessariamente o motor das nossas vidas. Francamente, uma vida extremamente racional seria uma chatice (e impossível). O que torna a ciência fascinante é ter amor (ou seja, sentimento) pelo conhecimento. A razão sem subjetividade é vazia. Chega ao ponto de ser (ironicamente) irracional. Não quero pessoas com overdose de razão, mas umas gotinhas não fazem mal a ninguém, por mais homeopáticas que sejam. E vacinam contra a ignorância.
Lenon: 18 anos,cursando atualmente o 4º semestre de Ciências Sociais na UFBA. Meu foco obviamente é a área de humanas. Tenho admiração e interesse pelas ciências da natureza e exatas, embora eu acredite ter noções das mesmas razoavelmente além daquelas do senso comum, prefiro evitar tratar das mesmas. Vitor: 20 anos, cursando Gestão do Agronegócio na UFV. Sujeito simples que encontrou no gosto por economia, política, e mais do que isso, no prazer de aprender informando, razão para participar de um blog. Isa: 18 anos, 2º período de Engenharia Florestal na UFV. Interesso-me mais por matemática e biologia, matérias que influenciaram na escolha do curso.